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Monday, December 22, 2014

The silence of the world before BACH


Die Stille der Welt vor Bach

Es muss eine Welt gegeben haben vor
der Triosonate in D, eine Welt vor der a-moll-Partita,
aber was war das für eine Welt?
Ein Europa der großen leeren Räume ohne Widerhall
voll von unwissenden Instrumenten,
wo das Musikalische Opfer und das Wohltemperierte Klavier
noch über keine Klaviatur gegangen sind.
Einsam gelegene Kirchen,
in denen nie die Sopranstimme der Matthäuspassion
sich in hilfloser Liebe um die sanfteren
Bewegungen der Flöte gerankt hat,
wie sanfte Landschaften,
wo nichts zu hören ist als die Äxte alter Holzfäller,
das muntere Bellen starker Hunde im Winter
und Schlittschuhe auf blankem Eis wie ferne Glocken;
die Schwalben, die durch die Sommerluft schwirren,
die Muschel, in die das Kind hineinhorcht,
und nirgends Bach, nirgends Bach.
Die Schlittschuhstille der Welt vor Bach. 


(LARS GUSTAFSSON, dt. V. Reichel)

Wednesday, July 9, 2014

bossa nova berlim - for my brazilian friends



a  festa dos segundos

as ruas dançam nuas e azuis
a hora tem o gosto quente do chá que revigora
as lâmpadas brilham ensolaradas como um bosque no outono
e as idéias têm o frescor da neve da manhã
tão-somente com as mãos limpamos os sentidos
embaçados como janelas pela chuva ácida
vagamos irrefreáveis pelo oceano do tempo
e pressentimos que a tempestade não vai passar
não vai passar

do rádio despenca o silêncio
na cabeça rouco e cósmico arde o jazz
tecemos um agasalho com a poeira  das ruas
e celebramos a festa dos segundos
a dama para quem recordar é dever
entristece e fica rija como sal
rimos e dançamos em torno da estátua
e por fim explode o coração

sobre a mesa uma conta que rasgamos
e  vivemos então nossos desejos
não ligamos para a ditadura da maioria
a esperança como princípio é prejuízo
por quanto tempo devemos esperar
por paraísos futuros prometidos
enquanto silenciosos e inexplorados
os melhores dias passaram
passaram

não não as ruas dançam nuas e azuis
a hora tem o gosto quente do chá que revigora
as lâmpadas brilham ensolaradas como bosque no outono
e as idéias têm o frescor da neve da manhã
(tradução de Carlos Abbenseth e Antonio Martins)



Thursday, February 27, 2014

the GOD of GUITAR died

paco de lucia ... sitting on the clouds, his music in our brains & hearts for eternety.


Wednesday, February 5, 2014

amour




tu me touches avec les doigts du regard
me décris avec la langue du silence
m’envisages avec les mains de la connaissance
assouvis ma faim pluridimensionnelle

tu jongles avec les syllabes hésitantes des odeurs
dévoiles des sons nostalgiques
tisses ton haleine dans la mienne
assouvis la faim des corps

tu danses avec le désir ardent de mes yeux
joues avec le rythme de mes pensées
avec les langues du silence
nous – un enfer foisonnant
de mots
pas encore nés



(Deutsch "stillen", in: "sekundenbuch", Leipzig 2012)
Übertragung (c) Marie Fleury.

Friday, January 17, 2014

Sunday, December 23, 2012

war dance of the stars


sedna in the inner oort cloud
dances in the coldest deep
of this
world unknown
to us

 

geminga
born three hundred thousand
years ago
by a supernova
created the small dense
our local bubble

we
conceited
sweepings of the stars
dance in the sun wind of
the gorgeous heliosphere
clueless
tiny bugs
with twenty thousand meters
sun apex per second

 
we
chattering and unnoticed
traverse the incredible blank
local flake
in the crust-folds of
a
little lump of water
blind passengers
for a blink

alpha centauri and deneb
altair and wega and arcturus
proxima cenautri and also you
fomalhaut

dance for us
because we can not know
anything

 

we see nothing
but
you

for a
fulgurous
eternal
moment